<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</title>
	<atom:link href="https://cirurgiametabolica.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://cirurgiametabolica.pt/</link>
	<description>Cirurgia metabólica: solução eficaz e duradoura no tratamento da obesidade. Sleeve Gástrico, Bypass Gástrico, Cirurgia de Porta Única. Outras opções!</description>
	<lastBuildDate>Wed, 29 May 2024 09:29:16 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/03/favicon-cm1.svg</url>
	<title>Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</title>
	<link>https://cirurgiametabolica.pt/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Entrevista: Dia Nacional de Luta contra a Obesidade</title>
		<link>https://cirurgiametabolica.pt/entrevista-dia-nacional-de-luta-contra-a-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin-cm1]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 May 2024 14:28:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cirurgiametabolica.pt/?p=829</guid>

					<description><![CDATA[<p>A efeméride, assinalada no penúltimo sábado do mês de maio, tem também como objetivos promover a prática de exercício físico para prevenir o aumento da obesidade e incentivar a adoção de hábitos alimentares saudáveis. Para perceber os contornos desta doença falámos com o cirurgião Gil Faria.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/entrevista-dia-nacional-de-luta-contra-a-obesidade/">Entrevista: Dia Nacional de Luta contra a Obesidade</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>«Esta não é propriamente uma doença nova; podemos, sim, dizer que é uma doença da abundância», Gil Faria, cirurgião</strong></p>



<p>Celebra-se hoje o Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade que visa sensibilizar a população para o problema da obesidade e das doenças associadas, bem como das consequências para a saúde.</p>



<p>Por Sandra M. Pinto &#8211; Fonte: Forever Young</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1010" height="1024" src="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-5-1010x1024.jpg" alt="" class="wp-image-559" srcset="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-5-1010x1024.jpg 1010w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-5-296x300.jpg 296w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-5-768x779.jpg 768w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-5-1515x1536.jpg 1515w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-5.jpg 1974w" sizes="(max-width: 1010px) 100vw, 1010px" /></figure>



<p><strong>A efeméride, assinalada no penúltimo sábado do mês de maio, tem também como objetivos promover a prática de exercício físico para prevenir o aumento da obesidade e incentivar a adoção de hábitos alimentares saudáveis. Para perceber os contornos desta doença falámos com o cirurgião Gil Faria.</strong></p>



<p>Considerada pela Organização Mundial da Saúde uma epidemia, a obesidade afeta de forma negativa a nossa longevidade e qualidade de vida. «Nós estamos habituados a pensar na obesidade e a associá-la apenas à alimentação, mas existem diversos fatores sociais que vão favorecer o aumento da obesidade na população», alerta Gil Faria, cirurgião especialista em Cirurgia da Obesidade e Metabolismo, Coordenador dos Centros de Tratamento da Obesidade do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, e do Grupo Trofa Saúde. Professor da FMUP e investigador clínico na área da Cirurgia Metabólica e Obesidade.</p>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">A obesidade é um dos problemas mais importantes que a Saúde Pública enfrenta no mundo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que, atualmente, nos países desenvolvidos, ela seja um dos principais problemas de saúde a enfrentar. Por que é que as pessoas estão a engordar tanto? De onde vem o “desespero” pela comida e a dificuldade em perder peso?</mark></p>



<p>Sendo um problema crescente de saúde pública nos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento, a obesidade não é propriamente uma doença nova. Podemos,&nbsp;sim, dizer que é uma doença da abundância. Sempre que uma pessoa (ou um grupo de pessoas) teve acesso fácil aos alimentos, esteve mais em risco de poder desenvolver obesidade. Se olharmos, por exemplo, para os retratos dos nobres medievais, em comum, tinham o facto de ter obesidade. Isto resulta do organismo humano (e da maior parte dos outros mamíferos, pelo menos) ser muito eficiente do ponto de vista energético e muito capaz (fruto da seleção natural) de sobreviver em ambientes com grande carência alimentar. Para conseguir sobreviver nesses ambientes foram sendo selecionados, ao longo de muitas gerações, genes que permitem uma otimização do equilíbrio energético: apenas os indivíduos capazes de sobreviver em ambientes de carência conseguiram chegar à idade reprodutiva e passar os seus genes à descendência. Hoje em dia, essa “otimização” energética está desalinhada com a produção de alimentos em escala industrial e ao “fácil” acesso à alimentação pela maior parte da população. Esta abundância de oferta faz com que a adaptação energética (que nuns indivíduos é maior do que noutros) acabe por levar ao desenvolvimento da obesidade. Do ponto de vista da fisiologia humana não é “natural” a perda de peso pelo organismo. A obesidade resulta desta interação entre o património genético, a organização da sociedade e o acesso à comida e, obviamente, comportamentos individuais.</p>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">Como avalia o problema da diabetes em Portugal?</mark></p>



<p>A diabetes é uma patologia que surge sempre a par da obesidade. A sua origem é comum (a resistência à insulina) e ambas se agravam mutuamente. Assim sendo, não é de espantar que em Portugal (tal como no resto do mundo ocidental) tenha existido um aumento de mais de 3 vezes na prevalência da diabetes, juntamente com o aumento da prevalência da obesidade. É uma das principais patologias causadoras de perda de anos de vida e de múltiplas complicações, nomeadamente do foro cardiovascular. Desta forma, é importante uma luta conjunta, contra a diabetes e a obesidade.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="682" src="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-1-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-555" srcset="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-1-1024x682.jpg 1024w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-1-300x200.jpg 300w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-1-768x512.jpg 768w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-1-1536x1024.jpg 1536w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-1.jpg 2000w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">Geralmente os obesos são vistos como pessoas de caráter fraco, o que é injusto, não lhe parece?</mark></p>



<p>Absolutamente. As pessoas com obesidade são, habitualmente, caracterizadas como fracas de carácter e associadas a dois comportamentos que constituem pecados mortais: a gula e a preguiça. Tal não pode estar mais longe da verdade. Não existe nenhuma associação entre a obesidade e a preguiça ou défices de carácter. Como em todas as outras condições, haverá pessoas com obesidade de bom e mau carácter, preguiçosas ou ativas, gulosas ou “enfastiadas”. No entanto, nós, como sociedade, temos uma ideia preconcebida que a obesidade resulta de maus comportamentos e que se consegue reverter, corrigindo os comportamentos. Todos nós olhamos de lado quando estamos na fila dos gelados e vemos lá uma pessoa com obesidade.</p>



<p>Criticamos o seu comportamento, mas não o de outros que lá estão também e não têm problemas de peso. No fundo, o que criticamos é o resultado do comportamento e não o comportamento em si. Comer um gelado, um bolo ou um hambúrguer é tolerado em pessoas com peso normal, mas criticado como a fonte de problemas em pessoas com obesidade.</p>



<p>Por outro lado, está comprovado que, do ponto de vista biológico, as pessoas com obesidade têm níveis mais elevados de uma hormona associada ao apetite: a grelina. Portanto, se conseguirmos medir a “fome”, podemos dizer que estas pessoas têm, objetivamente, mais fome e, por isso, vão ter um aumento da ingestão alimentar.</p>



<p>E a prática de estilos de vida saudável também é muito mais difícil neste grupo de pessoas. Dizermos a alguém que pesa 130 ou 140kg que precisa de ir fazer exercício é pouco realista. São pessoas, na sua generalidade, com muitas limitações físicas, em que o simples caminhar é um desafio. As pessoas com obesidade, ao invés de carácter fraco, têm uma extraordinária resiliência, que lhes permite enfrentar todos estes desafios.</p>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">E a prevenção? O que falta fazer?</mark></p>



<p>Não tenho respostas “mágicas”, mas é preciso apostar muito na prevenção. A obesidade em crianças e jovens está a aumentar a um ritmo superior aos adultos. E as crianças com obesidade serão os adultos com obesidade. Uma vez instalada a doença, a sua reversão é muito difícil. Daí que a grande aposta tenha de ser na prevenção. Na promoção de estilos de vida saudáveis, logo desde a infância. Na promoção de atividade física e, de uma alimentação saudável que valorize a dieta mediterrânica. Na promoção da conciliação da vida profissional com a vida familiar; de garantir que as pessoas têm tempo para fazer exercício físico, para ir às compras com tempo e disponibilidade mental (e económica) para fazer escolhas saudáveis.</p>



<p>Temos de repensar as nossas cidades. A mobilidade urbana: o andar a pé ou de bicicleta que são comuns por essa Europa fora, em Portugal são muito difíceis por questões de planeamento urbano. A ausência de parques no centro das cidades; a concentração em shoppings, entre outros aspetos.</p>



<p>Nós estamos habituados a pensar na obesidade e a associá-la apenas à alimentação, mas existem diversos fatores sociais que vão favorecer o aumento da obesidade na população.</p>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">Como se determina que a pessoa tem excesso de peso ou obesidade?</mark></p>



<p>A Organização Mundial de Saúde definiu que obesidade é a existência de um índice de massa corporal (a relação entre o peso e a altura), superior a 30kg/m^2. Este índice não é perfeito, uma vez que alguém que seja muito musculado pode ter índices muito elevados, sem que tenha obesidade. Mas para a maior parte da população é uma boa forma de definir obesidade. É certo que não entra em linha de conta com a avaliação da adiposidade (a quantidade de tecido adiposo) individual ou a sua consequência a nível de saúde. Mas apesar de imperfeito, este índice correlaciona-se de forma muito eficaz com a carga de doença e com o agravamento do prognóstico de muitas outras patologias associadas à obesidade.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="682" src="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-3-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-557" srcset="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-3-1024x682.jpg 1024w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-3-300x200.jpg 300w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-3-768x512.jpg 768w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-3-1536x1024.jpg 1536w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-3.jpg 2000w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">É verdade que quanto menos poder económico uma pessoa tem maior é a tendência para comer mais gordura e carboidrato?</mark></p>



<p>Sim, embora não seja uma “tendência”. É uma necessidade. Visto que as comidas com elevados índices de gordura e hidratos de carbono são mais baratas, mais disponíveis e de confeção mais&nbsp;rápida, acabam, muitas vezes, por ser uma escolha mais fácil para as pessoas com menor poder económico. Imagine a mãe (ou o pai) que chega a casa às 19h, depois de um dia inteiro de trabalho, e que ainda tem de tratar dos filhos e preparar o jantar para a família. É muito mais cómodo, rápido e económico aquecer alguma comida pré-processada do que ainda ir comprar alimentos frescos e preparar uma refeição com proteínas e vegetais. Isto é um dos problemas que só se resolve com uma melhoria global das condições socioeconómicas e com a possibilidade de as pessoas terem mais tempo dedicado a si e à família.</p>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">Existem vários tipos de obesidade?</mark></p>



<p>Na sua maioria a obesidade é aquilo que se designa de obesidade essencial. Ou seja, uma obesidade sem um fator específico desencadeante. Em alguns casos raros, podemos atribuir a obesidade à utilização de alguns medicamentos (que vão desregular o sistema hormonal) ou a alguns défices genéticos específicos. Isto constitui uma pequena minoria dos casos de obesidade.</p>



<p>A obesidade essencial tem é diferentes graus de expressão e de gravidade. O mesmo excesso de peso em pessoas diferentes pode causar níveis de morbilidade distintos e um diferente impacto na qualidade de vida.</p>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">Antigamente o tecido adiposo era considerado um tecido inerte, um mero depósito de células gordurosas que acumulavam energia para ser queimada num momento de necessidade. Esse conceito mudou completamente ou mantem-se o mesmo?</mark></p>



<p>O tecido adiposo é, hoje em dia, considerado um tecido vivo. Tem um papel de armazenamento de energia, mas também tem a função de produção de hormonas, associadas ao metabolismo energético, à fome, à saciedade, à imunidade, à regulação hormonal, entre outras. E desta interação entre o tecido adiposo e o organismo resultam também dificuldades na perda de peso, dada a tendência para preservar a existência de determinado nível de gordura corporal.</p>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">Quando a pessoa perde gordura, a leptina cai. Nesse caso, o que acontece à fome?</mark></p>



<p>Aumenta. O organismo vai tentar defender-se contra a perda de peso. E a forma mais imediata de isso acontecer é aumentando a fome. A fome é uma forma de o organismo sinalizar um défice energético e de despoletar uma série de comportamentos que vão culminar na ingestão alimentar. A fome é um mecanismo fisiológico primitivo e tão fundamental como a respiração ou a regulação da temperatura corporal. Sentir fome não é um ato “cognitivo”; não depende do pensamento, antes sendo regulado por uma complexa interação entre hormonas produzidas no tecido adiposo, no tubo digestivo, no pâncreas ou no fígado e a sua atuação a nível cerebral, em áreas primitivas do sistema nervoso e não dependentes do pensamento.</p>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">A obesidade aumenta o risco de outras doenças? Se sim quais?</mark></p>



<p>Sim… muito. Aumenta o risco de doenças em todos os aparelhos e sistemas humanos. Aliás, diria que aumenta o risco ou as complicações de praticamente todas as doenças que possamos pensar. As mais “clássicas” são a diabetes tipo 2, a hipertensão arterial ou as alterações do colesterol. Mas também aumentam o risco da maior parte dos cancros, das complicações das doenças cardíacas ou pulmonares, da insuficiência renal, da incontinência urinária, do ovário poliquístico, do refluxo gastroesofágico, das doenças osteoarticulares degenerativas, da apneia do sono, da asma, da psoríase, etc. Poderia continuar interminavelmente… O que todas estas doenças têm em comum é&nbsp;que melhoram quando tratamos a obesidade. Assim, torna-se fundamental colocar o tratamento da obesidade como uma das prioridades nos doentes com múltiplas patologias.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/Dr.-Pedro-Dr.-GIL-20-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-799" srcset="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/Dr.-Pedro-Dr.-GIL-20-1024x682.jpg 1024w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/Dr.-Pedro-Dr.-GIL-20-300x200.jpg 300w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/Dr.-Pedro-Dr.-GIL-20-768x512.jpg 768w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/Dr.-Pedro-Dr.-GIL-20-1536x1024.jpg 1536w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/Dr.-Pedro-Dr.-GIL-20.jpg 2000w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">Qual é a sua opinião sobre a utilização de drogas nos tratamentos contra a obesidade?&nbsp;O tempo de duração desses tratamentos tornou-se numa discussão importante para a ciência?</mark></p>



<p>Os novos fármacos para o tratamento da obesidade vieram comprovar que, de facto, a obesidade é uma doença. Enquanto não tínhamos tratamentos eficazes ou estes passavam por cirurgias, continuava-se a pensar que a obesidade era uma doença do comportamento. Que os tratamentos conservadores não funcionavam por “culpa” dos doentes (que não cumpriam) ou que as cirurgias funcionavam apenas porque obrigavam os doentes a ter um comportamento mais adequado. Com o advento dos fármacos para tratar a obesidade, comprovou-se que ao alterar o funcionamento de uma hormona produzida pelo intestino, conseguimos alterar o comportamento da pessoa e conseguimos alterar o seu metabolismo de forma a que não contrarie a perda de peso. O doente vai comer menos não por obrigação de comer menos, mas porque tem menos apetite; porque fica satisfeito com menor quantidade de comida. E vai perder peso, porque o organismo “entende” que o seu ponto de equilíbrio metabólico é num nível diferente (e inferior) do atual.</p>



<p>Portanto, se comprovamos que a obesidade é uma doença, temos obrigação ética e moral de utilizar os tratamentos que sejam mais eficazes; sejam eles farmacológicos ou cirúrgicos.</p>



<p>A duração do tratamento farmacológico ainda é alvo de muito debate, mas a versão mais aceite é a de que será um tratamento para a vida. Da mesma forma que não podemos tratar a diabetes durante algum tempo e parar o tratamento, também não poderemos tratar a obesidade durante algum tempo e parar o tratamento. No tratamento da obesidade, o fundamental não é reduzir o peso, mas corrigir o distúrbio metabólico que levou ao aumento de peso.</p>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">Os fármacos são importantes, assim como a mudança de comportamentos de risco. Mas, olhando para a prática clínica, o que deve ainda melhorar para que haja uma individualização de cuidados?</mark></p>



<p>Temos ainda de conhecer muito melhor a doença da obesidade. Temos de perceber porque é que algumas pessoas têm excelentes respostas ao tratamento farmacológico e outras mantêm a doença, mesmo após o tratamento cirúrgico mais poderoso.</p>



<p>Importa perceber que os mecanismos de regulação energética são muito complexos e não dependem apenas de uma hormona, mas de centenas delas, que poderão ter expressões diferentes em vários doentes. E temos de perceber ainda que o mesmo comportamento por parte de duas pessoas diferentes, vai levar a dois resultados distintos. A obesidade é uma doença crónica e, portanto, temos de “empoderar” o doente para que consiga ir controlando a sua doença; o que pode passar por várias fases… Pode precisar de alteração do estilo de vida, de medicamentos ou de cirurgia. Alguns precisarão de todos estes tratamentos em simultâneo; outros apenas de um.&nbsp;Infelizmente, a ciência ainda tem mais perguntas do que respostas…</p>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">Quem é que engorda mais facilmente e quem tem maiores dificuldades para perder peso, os homens ou as mulheres?</mark></p>



<p>Não existe uma diferença significativa entre os sexos. Em Portugal, a obesidade é ligeiramente mais frequente nas mulheres e o excesso de peso nos homens. Mas não se conhecem mecanismos que justifiquem diferenças significativas entre sexos na expressão ou na gravidade da obesidade.</p>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">Como combater o excesso de peso e obesidade?</mark></p>



<p>Do ponto de vista populacional, temos de pensar que a única solução passa pela prevenção. Não será possível tratar os cerca de 30% de doentes com obesidade que se espera para 2030 com métodos cirúrgicos ou com os fármacos de que dispomos atualmente.</p>



<p>Do ponto de vista individual, temos de oferecer planos de tratamento personalizados, que podem passar por diversos componentes ou diferentes fases. Sabemos que nos casos mais graves de obesidade (Obesidade classe 2 ou 3), o tratamento cirúrgico será o mais eficaz e aquele que tem uma melhor relação de custo/eficácia. Mas também sabemos que, atualmente (em todo o mundo), apenas chegam ao tratamento cirúrgico cerca de 1% de todas a pessoas com indicação formal para esse tratamento, seja por problemas de acesso ou de aceitação da cirurgia.</p>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">A genética é responsável por que percentagem do número de casos de obesidade? Tem noção?</mark></p>



<p>Por muito poucos, mas simultaneamente por todos. Ou seja, os casos de obesidade “monogénica”, em que existe um gene responsável pela obesidade são muito raros (&lt;3% de todos os casos de obesidade). Por outro lado, para que a obesidade se desenvolva, é necessária a presença de um património genético suscetível. Para que os efeitos do ambiente e do comportamento se desenvolvam é essencial que o indivíduo já tenha predisposição genética para a expressão da doença.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/pexels-olia-danilevich-9004731-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-121" srcset="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/pexels-olia-danilevich-9004731-1024x683.jpg 1024w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/pexels-olia-danilevich-9004731-300x200.jpg 300w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/pexels-olia-danilevich-9004731-768x512.jpg 768w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/pexels-olia-danilevich-9004731.jpg 1500w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">As crianças são um grupo de risco para o excesso de peso e obesidade?</mark></p>



<p>Sim. Acima de tudo porque uma criança obesa irá ser um adulto obeso. E é uma idade de grande plasticidade em todo o organismo. Em que é possível ocorrer grande adaptação metabólica (para o bem e para o mal). Por outro lado, também sabemos que a ocorrência da obesidade em idades muito jovens está associada a grande carga de anos de vida com saúde perdidos e ao desenvolvimento mais precoce e de formas mais graves de outras doenças, como a diabetes tipo 2 ou a aterosclerose.</p>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">Mas muitas vezes vemos casais obesos com filhos pequenos também obesos…um problema de educação?</mark></p>



<p>A penetrância da doença na mesma família, em todas as outras doenças conhecidas, sugere um problema genético. Na obesidade não conseguimos deixar de pensar que está associada ao comportamento. Aqui está uma das expressões em como o preconceito está enraizado em todos nós. Obviamente que os comportamentos dentro da mesma família tendem a ser semelhantes…tal como os genes. Portanto, diria que em casos de casais com obesidade tem de haver um cuidado excecional com a educação e com a indução de comportamentos nas crianças, porque estas estão em particular risco de virem a sofrer de obesidade, mesmo com uma otimização do comportamento. É uma relação difícil entre genética e ambiente, mas é muito redutor atribuirmos todas as culpas a um dos lados (seja à genética, seja ao comportamento).</p>



<p style="font-style:normal;font-weight:700"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f89c56" class="has-inline-color">Na sua opinião, como acha que o problema da obesidade vai ser resolvido no futuro?</mark></p>



<p>Idealmente vamos ser capazes de modular a expressão dos genes que favorecem o desenvolvimento da obesidade. Vamos ser capazes de alterar esses genes ou controlar a sua expressão, de forma que seja menor a tendência para acumulação energética, que durante tantas&nbsp;e tantas gerações nos ajudaram a prosperar. A pedra de toque da luta contra a obesidade será a prevenção; é mais eficaz prevenir o desenvolvimento da doença do que “andar atrás do prejuízo” e tentar controlar o metabolismo que está desregulado do ambiente em que vivemos.</p>



<p>Ver notícia em: <a href="https://foreveryoung.sapo.pt/entrevista-dia-nacional-de-luta-contra-a-obesidade-esta-nao-e-propriamente-uma-doenca-nova-podemos-sim-dizer-que-e-uma-doenca-da-abundancia-gil-faria-cirurgiao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://foreveryoung.sapo.pt/entrevista-dia-nacional-de-luta-contra-a-obesidade-esta-nao-e-propriamente-uma-doenca-nova-podemos-sim-dizer-que-e-uma-doenca-da-abundancia-gil-faria-cirurgiao/</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/entrevista-dia-nacional-de-luta-contra-a-obesidade/">Entrevista: Dia Nacional de Luta contra a Obesidade</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Obesidade e Cancro: Investir em saúde, para poupar na doença</title>
		<link>https://cirurgiametabolica.pt/obesidade-e-cancro-investir-em-saude-para-poupar-na-doenca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin-cm1]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 May 2024 14:22:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cirurgiametabolica.pt/?p=827</guid>

					<description><![CDATA[<p>A batalha contra o cancro é um desígnio global da humanidade, na qual são investidos milhares de milhões de euros anualmente. Todos os gastos são justificáveis nesta luta e todas as sociedades investem em dispendiosos tratamentos de resgate, de forma a tentar aumentar a sobrevida dos doentes afetados. Não estando em causa estes tratamentos e o investimento social, urge refletir um pouco sobre alguns dos fatores que poderão aliviar esta “epidemia oncológica”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/obesidade-e-cancro-investir-em-saude-para-poupar-na-doenca/">Obesidade e Cancro: Investir em saúde, para poupar na doença</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Fonte: Sapo Lifestyle / Health News</p>



<p>A batalha contra o cancro é um desígnio global da humanidade, na qual são investidos milhares de milhões de euros anualmente. Todos os gastos são justificáveis nesta luta e todas as sociedades investem em dispendiosos tratamentos de resgate, de forma a tentar aumentar a sobrevida dos doentes afetados. Não estando em causa estes tratamentos e o investimento social, urge refletir um pouco sobre alguns dos fatores que poderão aliviar esta “epidemia oncológica”.</p>



<p>Neste complexo novelo de saúde, a obesidade surge como um dos mais importantes fatores de risco modificáveis para o desenvolvimento de cancro. A obesidade é, pois, muito mais do que uma preocupação estética ou de bem-estar, mas também uma realidade com significativo impacto no desenvolvimento e progressão da doença oncológica.</p>



<p>Diversos estudos indicam que pelo menos 12 tipos de cancro (mas estima-se que sejam bastantes mais) estão, de forma direta, associados à obesidade. O aumento das hormonas circulantes e a presença de um ambiente pró-inflamatório, aumenta a replicação celular e o risco de erros da transcrição, com a consequente carcinogénese. Em alguns tipos de cancro (por exemplo, do fígado ou do endométrio), cerca de 50% dos casos são atribuíveis à presença de obesidade ou excesso de peso e nos Estados Unidos estima-se em quase 700.000 o número de novos casos de cancro associados à obesidade, todos os anos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-7-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-561" srcset="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-7-1024x683.jpg 1024w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-7-300x200.jpg 300w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-7-768x512.jpg 768w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-7-1536x1025.jpg 1536w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-7.jpg 2000w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Além de aumentar o risco de desenvolver cancro, a obesidade também está associada a pior prognóstico e maior dificuldade em realizar os tratamentos necessários. Isto traduz-se num aumento de custos e de complexidade em todas as fases do tratamento: do diagnóstico precoce, cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou cuidados paliativos. O tratamento cirúrgico de um cancro, por exemplo, obriga a cirurgias mais complexas e com maior risco de complicações intra e pós-operatórias, exclusivamente pela presença de obesidade.</p>



<p><strong>&nbsp;</strong>Por outro lado, a perda de peso (nomeadamente após cirurgia metabólica) está associada a uma diminuição do risco de cancro e a melhores resultados dos tratamentos efetuados, na eventualidade de desenvolver doença oncológica.</p>



<p>Da mesma forma, a adoção de estilos de vida saudáveis, incluindo uma dieta saudável e a prática de exercício físico, não só diminuem o risco de cancro, mas também melhoram o bem-estar dos doentes de uma forma global.</p>



<p>Portanto, abordar a obesidade não é apenas uma questão de melhorar os índices de saúde da população, mas também uma estratégia económica sensata, pela redução de custos no tratamento de doenças complexas em final de linha. Ao invés de fazermos as contas ao custo de tratar a obesidade, temos de começar a contabilizar os custos de não agir. Investir na saúde, hoje, é investir no futuro da nossa sociedade.</p>



<p>Ver notícia em: <a href="https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/obesidade-e-cancro-investir-em-saude-para-poupar-na-doenca" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/obesidade-e-cancro-investir-em-saude-para-poupar-na-doenca</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/obesidade-e-cancro-investir-em-saude-para-poupar-na-doenca/">Obesidade e Cancro: Investir em saúde, para poupar na doença</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Opinião: «A obesidade e o mito de Sísifo»</title>
		<link>https://cirurgiametabolica.pt/opiniao-a-obesidade-e-o-mito-de-sisifo-doentes-condenados-a-lutar-todos-os-dias-contra-a-obesidade-mesmo-sabendo-que-dia-apos-dia-a-obesidade-regressa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin-cm1]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 May 2024 14:21:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cirurgiametabolica.pt/?p=825</guid>

					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Gil Faria, cirurgião especialista em Cirurgia da Obesidade e Metabolismo,  Coordenador dos Centros de Tratamento da Obesidade do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, e do Grupo Trofa Saúde. Professor da FMUP e investigador clínico na área da Cirurgia Metabólica e Obesidade</p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/opiniao-a-obesidade-e-o-mito-de-sisifo-doentes-condenados-a-lutar-todos-os-dias-contra-a-obesidade-mesmo-sabendo-que-dia-apos-dia-a-obesidade-regressa/">Opinião: «A obesidade e o mito de Sísifo»</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Artigo de opinião de Gil Faria, cirurgião especialista em Cirurgia da Obesidade e Metabolismo,&nbsp; Coordenador dos Centros de Tratamento da Obesidade do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, e do Grupo Trofa Saúde.&nbsp;Professor da FMUP e investigador clínico na área da Cirurgia Metabólica e Obesidade</p>



<p>Fonte: Forever Young</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-12-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-570" srcset="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-12-1024x682.jpg 1024w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-12-300x200.jpg 300w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-12-768x512.jpg 768w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-12-1536x1024.jpg 1536w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-12.jpg 2000w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Na mitologia grega, Sísifo é conhecido pelo seu castigo eterno no submundo, onde é condenado a rolar uma pedra montanha acima, apenas para a ver rolar de volta para baixo antes de atingir o topo. Este mito tem sido frequentemente interpretado como uma metáfora para tarefas fúteis e impossíveis, onde o esforço parece inútil diante da inevitável derrota…</p>



<p>Ao olharmos para a obesidade, vemos muitas vezes um cenário semelhante: doentes condenados a lutar todos os dias contra a obesidade, mesmo sabendo que dia após dia a obesidade regressa, tal como a pedra ao sopé da montanha.</p>



<p>A obesidade é uma doença complexa e multifatorial, influenciada por uma interação entre fatores genéticos, ambientais, sociais e comportamentais. Muitas vezes, a perda de peso parece uma batalha contínua e desanimadora, onde os esforços para alcançar um peso saudável se assemelham ao castigo de Sísifo, sem nunca alcançar um sucesso duradouro.</p>



<p>O tratamento clássico para a obesidade tem-se baseado na tentativa de diminuir o peso da pedra (controlo da ingestão alimentar) ou de incentivar o trabalho de Sísifo (exercício físico). E, tal como este, os doentes com obesidade têm um caminho a trilhar de perseverança e resistência. Apesar das repetidas derrotas, continuam a encontrar significado no seu próprio esforço persistente. Cada tentativa de adotar hábitos saudáveis, resulta num crescimento pessoal, mas, frequentemente, resulta num regresso ao estado de partida.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="684" src="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-11-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-569" srcset="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-11-1024x684.jpg 1024w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-11-300x200.jpg 300w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-11-768x513.jpg 768w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-11-1536x1025.jpg 1536w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/cm-img-tratamentos-11.jpg 2000w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Como seria a vida de Sísifo se lhe conseguíssemos remover a pedra? Como seria a vida de um doente com obesidade se lhe conseguíssemos reduzir o peso que o empurra constantemente montanha abaixo? E é precisamente isso que a cirurgia metabólica oferece: a possibilidade de remover a pedra.</p>



<p>A cirurgia permite ao doente que este deixe de ter o seu metabolismo em permanente luta interna; permite-lhe escalar a montanha, sem ter de carregar constantemente o peso da derrota. A cirurgia possibilita que, pela primeira vez, os doentes com obesidade consigam ver uma real recompensa para os seus esforços ao adotarem hábitos mais saudáveis. Facilitando a adesão aos planos alimentares e diminuindo a adaptação do metabolismo, permite que os doentes percam peso de forma duradoura. Isto funciona também como reforço para manter os hábitos alimentares e facilita a prática de exercício físico. Portanto, não só removemos a pedra de Sísifo como lhe conseguimos dar mais força para subir montanha acima, muito mais leve e confiante na vitória final.</p>



<p>É verdade que o tratamento da obesidade pode ser desafiador e cheio de obstáculos, mas com o tratamento adequado podemos encontrar, finalmente, esperança de que o esforço, a determinação e a resiliência poderão finalmente obter resultados. Em cada passo montanha acima, os doentes com obesidade conseguirão caminhar (agora sem o peso da pedra) em direção a uma vida mais completa e saudável. Agora que se comemora o Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade, vamos todos ajudar a remover as pedras e empoderar os doentes com obesidade a recuperar o controlo do seu destino.</p>



<p>Ver notícia em: <a href="https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-a-obesidade-e-o-mito-de-sisifo-doentes-condenados-a-lutar-todos-os-dias-contra-a-obesidade-mesmo-sabendo-que-dia-apos-dia-a-obesidade-regressa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-a-obesidade-e-o-mito-de-sisifo-doentes-condenados-a-lutar-todos-os-dias-contra-a-obesidade-mesmo-sabendo-que-dia-apos-dia-a-obesidade-regressa/</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/opiniao-a-obesidade-e-o-mito-de-sisifo-doentes-condenados-a-lutar-todos-os-dias-contra-a-obesidade-mesmo-sabendo-que-dia-apos-dia-a-obesidade-regressa/">Opinião: «A obesidade e o mito de Sísifo»</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Obesidade, gravidez e infertilidade</title>
		<link>https://cirurgiametabolica.pt/a-obesidade-e-o-principal-factor-de-risco-para-infertilidade-e-para-complicacoes-para-a-mae-e-para-o-feto-durante-a-gravidez/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin-cm1]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2024 14:18:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cirurgiametabolica.pt/?p=822</guid>

					<description><![CDATA[<p>Gil Faria debate “Obesidade e Maternidade” no programa Consultório do Porto Canal</p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/a-obesidade-e-o-principal-factor-de-risco-para-infertilidade-e-para-complicacoes-para-a-mae-e-para-o-feto-durante-a-gravidez/">Obesidade, gravidez e infertilidade</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Gil Faria debate “Obesidade e Maternidade” no programa Consultório do Porto Canal</h2>



<p>Veja aqui o programa completo: <br><a href="https://portocanal.sapo.pt/um_video/6352540292112" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://portocanal.sapo.pt/um_video/6352540292112</a><br></p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/a-obesidade-e-o-principal-factor-de-risco-para-infertilidade-e-para-complicacoes-para-a-mae-e-para-o-feto-durante-a-gravidez/">Obesidade, gravidez e infertilidade</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Obesidade: Nunca é tarde para cuidar de si</title>
		<link>https://cirurgiametabolica.pt/obesidade-nunca-e-tarde-para-cuidar-de-si/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin-cm1]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Mar 2024 16:38:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cirurgiametabolica.pt/?p=963</guid>

					<description><![CDATA[<p>Para a maioria das pessoas, a obesidade é muito mais do que uma questão estética; é uma doença que impacta a saúde física e emocional. Pode, muitas vezes, afetar a autoestima e o bem-estar psicológico, além de contribuir para o desenvolvimento de diversas patologias, como a diabetes tipo 2, doenças cardíacas, hipertensão arterial ou diversos tipos de cancro.</p>
<p>Hoje assinala-se o Dia Mundial da Obesidade e a expressão da doença evolui ao longo da vida. Enquanto numa idade mais jovem imperam as preocupações com questões estéticas, à medida que a idade avança, surgem cuidados com a qualidade de vida e com as limitações impostas pelo sobrepeso; e, finalmente, com o aparecimento e progressão das doenças associadas à obesidade, vêm as preocupações com o controlo e prevenção das mesmas.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/obesidade-nunca-e-tarde-para-cuidar-de-si/">Obesidade: Nunca é tarde para cuidar de si</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>O alerta de Gil Faria, Cirurgião especialista em Cirurgia da Obesidade e Metabolismo</strong></h2>



<p>Fonte: Women&#8217;s Health</p>



<p>Para a maioria das pessoas, a obesidade é muito mais do que uma questão estética; é uma doença que impacta a saúde física e emocional. Pode, muitas vezes, afetar a autoestima e o bem-estar psicológico, além de contribuir para o desenvolvimento de diversas patologias, como a diabetes tipo 2, doenças cardíacas, hipertensão arterial ou diversos tipos de cancro.</p>



<p>Hoje assinala-se o Dia Mundial da Obesidade e a expressão da doença evolui ao longo da vida. Enquanto numa idade mais jovem imperam as preocupações com questões estéticas, à medida que a idade avança, surgem cuidados com a qualidade de vida e com as limitações impostas pelo sobrepeso; e, finalmente, com o aparecimento e progressão das doenças associadas à obesidade, vêm as preocupações com o controlo e prevenção das mesmas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Independentemente da idade, a obesidade diminui a qualidade de vida, pelo que deve ser tratada, seja em que fase for.</h2>



<p>A cirurgia metabólica é a ferramenta mais eficaz da medicina moderna na luta contra a obesidade. Para a maioria das pessoas representa, não apenas a esperança de um corpo mais esbelto ou mais funcional, mas uma promessa de transformação para uma vida mais completa, mais ativa e mais feliz. Muitos pacientes submetidos a cirurgia metabólica identificam-se com borboletas: tendo passado grande parte da vida dentro de um casulo, a cirurgia, finalmente, permitiu-lhes desabrochar e olhar para o mundo de uma forma mais leve e jovial.</p>



<p>É importante ressaltar que não existe um tempo ideal para fazer uma cirurgia metabólica. O essencial é o compromisso com a saúde e o bem-estar, independentemente da idade. Atualmente, a cirurgia é recomendada para todas as faixas etárias, após a maturação óssea (habitualmente por volta dos 16 anos), e enquanto o risco cirúrgico for aceitável. Não existem, assim, limites superiores na idade até à qual se deve fazer uma intervenção. Temos sempre de avaliar os riscos inerentes ao procedimento proposto e ao doente, mas desde que esta avaliação de risco-benefício seja favorável, existe claro benefício na realização da cirurgia.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/pexels-yaroslav-shuraev-8844379-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-54" srcset="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/pexels-yaroslav-shuraev-8844379-1024x683.jpg 1024w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/pexels-yaroslav-shuraev-8844379-300x200.jpg 300w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/pexels-yaroslav-shuraev-8844379-768x512.jpg 768w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/pexels-yaroslav-shuraev-8844379.jpg 1500w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Atualmente, a cirurgia metabólica compreende uma série de procedimentos muito complexos, habitualmente executados por laparoscopia (vídeo-assistidos) e com diminuto risco de complicações. A cirurgia é um dos passos de um tratamento multidisciplinar, necessário para consolidar as incontornáveis alterações no estilo de vida. Deve ser feita por equipas experientes, de forma a minimizar os riscos e maximizar os benefícios. Importa, no entanto, referir que os riscos aumentam de forma proporcional à idade e à condição clínica; e que a perda de peso é mais acentuada em idades mais jovens. No entanto, os doentes em idade mais avançada são aqueles que mais “ganham” de forma imediata na redução do risco de complicações das doenças associadas à obesidade.</p>



<p>A decisão de partir para uma cirurgia para tratar a obesidade vem, muitas vezes, acompanhada de inúmeras dúvidas e incertezas. Será reversível? Tem muitos riscos? Posso ser mãe após a cirurgia? Nunca mais poderei comer de forma normal? Estas e outras dúvidas são perfeitamente legítimas, mas infundadas.</p>



<p>Devem ser discutidas com a equipa médica especializada todas as questões que possam surgir, para permitir uma decisão consciente, esclarecida e informada. Sendo certo que a cirurgia metabólica é a melhor opção para tratar a obesidade grave e com menor risco do que a manutenção da doença, também é certo que existem alguns riscos e possíveis complicações.</p>



<p>O objetivo da cirurgia metabólica não é ser reversível&#8230; A cirurgia funciona, porque estimula uma adaptação metabólica do organismo, que vai permitir a perda e manutenção do peso num nível mais saudável. No entanto, perante a ocorrência de algumas raras complicações, certas técnicas cirúrgicas podem ser reversíveis, sendo que todas elas poderão ser corrigidas cirurgicamente em casos de complicações graves.</p>



<p>O risco de complicações graves associado à cirurgia metabólica é, hoje em dia, muito baixo. Em mãos experientes, os riscos de complicações graves é &lt; 2%, sendo que são cirurgias mais seguras do que, por exemplo, a operação do apêndice, da vesícula ou que um parto de termo.</p>



<p>A médio prazo, as complicações mais frequentes são os défices nutricionais, controláveis, desde que se cumpra a vigilância pós-operatória. A queda de cabelo, que acontece após a cirurgia, é um fenómeno temporário e que pode ser minimizado com recurso a alguns suplementos, mas que pode incomodar, principalmente as doentes do sexo feminino.</p>



<p>A recuperação de uma cirurgia metabólica é, atualmente, rápida e praticamente indolor. A redução da agressividade da cirurgia, associada a protocolos peri-operatórios de recuperação precoce, permite que, em muitos casos, a cirurgia possa ser realizada em regime de ambulatório, com uma permanência hospitalar inferior a 24 horas. A maioria dos doentes consegue retomar as suas rotinas normais após poucos dias e não implica longos períodos de inatividade física.</p>



<p>Depois do primeiro mês de pós-operatório, com a progressão na dieta e a liberalização da atividade física, os doentes podem retomar todas as suas rotinas prévias à cirurgia, sendo que, habitualmente, sentem já francas melhorias ao nível do desempenho físico. Poucos meses após a cirurgia são capazes de ingerir todo o tipo de alimentos, sendo que, de forma natural, altera-se a preferência por alimentos mais saudáveis, menos calóricos e com maior valor nutricional.</p>



<p>Uma dúvida que assola muitas mulheres prende-se com a capacidade para engravidar após a cirurgia. Sabemos hoje que, após o período de rápida perda de peso (cerca de 1 ano após a cirurgia), é perfeitamente seguro levar a termo uma gravidez saudável. É, aliás, mais saudável para a mãe e para o feto uma gravidez após uma cirurgia metabólica do que com obesidade ativa. As mulheres recuperam a fertilidade após a cirurgia e o desenvolvimento fetal ocorre de uma forma mais saudável e com menos complicações. Ao invés de uma preocupação, o desejo de maternidade deverá ser um motivo adicional para justificar uma cirurgia metabólica.</p>



<p>Por fim, algumas mulheres preocupam-se com o aspeto estético do excesso de pele após a cirurgia. É importante perceber que a cirurgia metabólica não é uma solução rápida para perder peso, mas uma ferramenta para permitir a luta a longo prazo contra a obesidade. É uma cirurgia focada na melhoria da qualidade de vida (física e psicológica), de forma saudável e sustentável. O excesso de pele pode ser uma contrariedade estética, mas existem soluções para abordar estas questões, se necessário.</p>



<p>Conforme vimos, a cirurgia metabólica, integrada num plano de avaliação e de acompanhamento multidisciplinar é uma opção válida em todas as etapas da vida adulta. Permite recuperar a fertilidade, melhorar a qualidade de vida e controlar as doenças associadas à obesidade. Podem existir diversas motivações para a decisão de fazer uma cirurgia, mas existe um benefício claro e muito superior aos riscos e complicações, em todas as etapas da vida. Nunca é tarde para sonhar em ter uma vida melhor; e nunca é demasiado cedo para não aproveitar essa oportunidade.</p>



<p><strong>Artigo escrito por Prof. Doutor Gil Faria,&nbsp;</strong>Cirurgião especialista em Cirurgia da Obesidade e Metabolismo,&nbsp;Coordenador dos Centros de Tratamento da Obesidade do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, e do Grupo Trofa Saúde,&nbsp;Professor da FMUP e&nbsp;Investigador clínico na área da Cirurgia Metabólica e Obesidade.</p>



<p>Ver notícia em: <a href="https://www.womenshealth.pt/4268238394/obesidade-nunca-e-tarde-para-cuidar-de-si/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.womenshealth.pt/4268238394/obesidade-nunca-e-tarde-para-cuidar-de-si/</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/obesidade-nunca-e-tarde-para-cuidar-de-si/">Obesidade: Nunca é tarde para cuidar de si</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vem aí um workshop de entrada livre para assinalar o Dia Mundial da Obesidade</title>
		<link>https://cirurgiametabolica.pt/vem-ai-um-workshop-de-entrada-livre-para-assinalar-o-dia-mundial-da-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin-cm1]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Feb 2024 17:04:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cirurgiametabolica.pt/?p=973</guid>

					<description><![CDATA[<p>Frequentemente associamos a obesidade a um estilo de vida inadequado, más escolhas alimentares e ao sedentarismo. Mas a verdade é que se trata de uma doença bastante complexa e que está dependente de outros estímulos — como genética, hormonas, e estímulos ambientais, sociais, comportamentais e culturais. As alterações de vida dos últimos 50 anos também têm levado a um aumento exponencial da doença. No entanto, e tal como afirma o médico Gil Faria, é necessária a existência de um “terreno fértil”, considerando que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 38 por cento da população tem excesso de peso e 14 por cento sofre de obesidade. “É indiscutível que a taxa de obesidade global é várias vezes superior ao que existia num passado mais ou menos recente. Isso deve-se a uma combinação de fatores, incluindo mudanças nos padrões alimentares, aumento do sedentarismo (devido ao desenvolvimento tecnológico e a menor necessidade de trabalho físico), e até mesmo a disponibilidade de alimentos processados e ricos em calorias”, explica à NiP.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/vem-ai-um-workshop-de-entrada-livre-para-assinalar-o-dia-mundial-da-obesidade/">Vem aí um workshop de entrada livre para assinalar o Dia Mundial da Obesidade</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">O médico Gil Faria alerta, em conversa com a NiP, para as mudanças no estilo de vida necessárias para combater a doença.</h2>



<p>Fonte: NIT &#8211; New in Porto</p>



<p>Frequentemente associamos a obesidade a um estilo de vida inadequado, más escolhas alimentares e ao sedentarismo. Mas a verdade é que se trata de uma doença bastante complexa e que está dependente de outros estímulos — como genética, hormonas, e estímulos ambientais, sociais, comportamentais e culturais.</p>



<p>As alterações de vida dos últimos 50 anos também têm levado a um aumento exponencial da doença. No entanto, e tal como afirma o médico Gil Faria, é necessária a existência de um “terreno fértil”, considerando que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 38 por cento da população tem excesso de peso e 14 por cento sofre de obesidade.</p>



<p>“É indiscutível que a taxa de obesidade global é várias vezes superior ao que existia num passado mais ou menos recente. Isso deve-se a uma combinação de fatores, incluindo mudanças nos padrões alimentares, aumento do sedentarismo (devido ao desenvolvimento tecnológico e a menor necessidade de trabalho físico), e até mesmo a disponibilidade de alimentos processados e ricos em calorias”, explica à NiP.</p>



<p>Nesse sentido e, juntamente com a Medici, associação de apoio à investigação e formação em medicina e cirurgia, no próximo dia 4 de março, segunda-feira, vai decorrer um workshop para assinalar o Dia Mundial da Obesidade. O anfitrião será o profissional de 44 anos, que conta com mais de 30 artigos científicos, redigidos sobre o tema e que realizou cerca de cinco mil cirurgias em Portugal. Foi mesmo o primeiro cirurgião português a conduzir cirurgias para o tratamento da obesidade em ambulatório, na Península Ibérica, quer sleeve gástrico, em 2021, como bypass gástrico, em 2023.</p>



<p>“Decidimos organizar este evento com o intuito de chegar a um público mais alargado que sofre em silêncio com esta doença e que vive, muitas vezes, rodeado de tabus e preconceitos”. O especialista acrescenta: “No nosso dia a dia percebemos, em contexto de consulta, que existem inúmeras dúvidas sobre a doença da obesidade, assim como em relação aos tratamentos existentes para combater esta patologia, designadamente a cirurgia bariátrica, que é uma intervenção médica, felizmente, cada vez mais segura e menos invasiva, e com excelentes resultados a médio e longo prazo”.</p>



<p>A iniciativa contará com dois testemunhos de pacientes já operados, que continuam a lutar diariamente contra a doença e que pretendem, com a sua história, incentivar outros doentes a procurarem ajuda médica profissional.</p>



<p>Tal como o especialista explica à NiP, a prática de exercício físico e uma alimentação saudável são componentes fundamentais no controlo e prevenção da obesidade. Contudo, uma vez instalada a doença, não se revelam suficientes. Nestes casos, o tratamento eficaz passa por uma abordagem multifacetada e multidisciplinar.</p>



<p>“Cada pessoa é única e o tratamento ideal deve ser personalizado, conforme a situação e necessidades de cada paciente. No entanto, é cientificamente claro que nos casos graves e resistentes de obesidade, o tratamento cirúrgico é a melhor alternativa; quer do ponto de visa de eficácia, quer do ponto de vista económico”, afirma.</p>



<p>A evolução técnica e tecnológica das últimas duas décadas tem contribuído para que a cirurgia metabólica (para regulação do descontrolo metabólico associado à obesidade) seja realizada com uma invasão mínima ao doente, praticamente sem dor e com uma recuperação funcional muito rápida.&nbsp;</p>



<p>“O risco de complicações graves associadas a este tipo de cirurgias ronda os 1% e, em alguns casos selecionados, é inclusivamente possível realizar a cirurgia em regime de ambulatório. E quando realizada neste regime, possibilita ao doente o regresso a casa no próprio dia ou em menos de 24 horas após a cirurgia e a introdução da dieta apenas duas horas após a intervenção”, explica.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/Dr.-Pedro-Dr.-GIL-17-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-818" srcset="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/Dr.-Pedro-Dr.-GIL-17-1024x682.jpg 1024w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/Dr.-Pedro-Dr.-GIL-17-300x200.jpg 300w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/Dr.-Pedro-Dr.-GIL-17-768x512.jpg 768w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/Dr.-Pedro-Dr.-GIL-17-1536x1024.jpg 1536w, https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/Dr.-Pedro-Dr.-GIL-17.jpg 2000w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">É o primeiro cirurgião português a realizar cirurgias para o tratamento da obesidade em ambulatório.</figcaption></figure>



<p>O reputado&nbsp;<a href="https://newinporto.nit.pt/comida/alvaro-costa-e-o-melhor-chef-do-ano-segundo-os-leitores-da-nip/">chef</a>&nbsp;Álvaro Costa vai também participar na dinâmica com um showcooking onde pretende demonstrar que é possível comer de uma forma equilibrada e balanceada, com alternativas de fácil digestão, tal como é exigido no período pós-cirurgia.</p>



<p>“O meu plano passou por estabelecer refeições que se ajustassem às circunstâncias e satisfaça, acima de tudo, o prazer de comer. No evento vou ensinar a fazer três momentos à mesa que, apesar dos limites da cirurgia, vão trazer ao doente uma alimentação equilibrada e completa”, conta à NiP.</p>



<p>A base destas três propostas é o caldo, por se tratar de um tipo de alimento de fácil digestão e que ao mesmo tempo vai satisfazer as necessidades de cada pessoa. A primeira sugestão passa por fazer um caldo de cogumelos, seguido por um arroz de limão com robalo e coentros e, para finalizar, leite creme.</p>



<p>“O objetivo é demonstrar que, apesar de utilizarmos alimentos básicos e vulgares, a técnica do caldo e a utilização de outros elementos como algas e ervas aromáticas vai elevar o sabor concentrado dos alimentos sem representar um risco na recuperação e mudança de estilo de vida”, acrescenta.</p>



<p>A iniciativa está agendada para as 18h30, na Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos, localizada no número 405 da Rua Delfim Maia no Porto. A participação é gratuita, mas tem lugares limitados, por isso aconselha-se a inscrição prévia através do email&nbsp;<a href="mailto:geral@medici.pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener">geral@medici.pt</a>&nbsp;</p>



<p>O médico Gil Faria ainda alerta para a importância da prevenção da doença e o papel que tem a nível emocional nas pessoas. “Gostaria de passar a mensagem de que é a importante a prevenção, o cuidado com a saúde e o respeito pelo nosso corpo. A obesidade é uma doença séria, que tem um impacto significativo na saúde física e emocional. É então fundamental adotar hábitos saudáveis, procurar ajuda profissional, quando necessário, e entender que cada vida é única. A empatia, a educação e o apoio mútuo são essenciais para enfrentar este desafio com sucesso.”</p>



<p>Ver notícia em: <a href="https://newinporto.nit.pt/fit/vem-ai-um-workshop-de-entrada-livre-para-assinalar-o-dia-mundial-da-obesidade/" data-type="link" data-id="https://newinporto.nit.pt/fit/vem-ai-um-workshop-de-entrada-livre-para-assinalar-o-dia-mundial-da-obesidade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://newinporto.nit.pt/fit/vem-ai-um-workshop-de-entrada-livre-para-assinalar-o-dia-mundial-da-obesidade/</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/vem-ai-um-workshop-de-entrada-livre-para-assinalar-o-dia-mundial-da-obesidade/">Vem aí um workshop de entrada livre para assinalar o Dia Mundial da Obesidade</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Qual a melhor época para fazer uma cirurgia metabólica?</title>
		<link>https://cirurgiametabolica.pt/qual-a-melhor-epoca-para-fazer-uma-cirurgia-metabolica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin-cm1]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jan 2024 11:07:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cirurgiametabolica.pt/?p=115</guid>

					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Gil Faria, cirurgião especialista em Cirurgia da Obesidade e Metabolismo, coordenador dos Centros de Tratamento da Obesidade do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, e do Grupo Trofa Saúde. Professor da FMUP e investigador clínico na área da Cirurgia Metabólica e Obesidade</p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/qual-a-melhor-epoca-para-fazer-uma-cirurgia-metabolica/">Qual a melhor época para fazer uma cirurgia metabólica?</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Fonte: Forever Young</p>



<p>Artigo de opinião de Gil Faria, cirurgião especialista em Cirurgia da Obesidade e Metabolismo, coordenador dos Centros de Tratamento da Obesidade do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, e do Grupo Trofa Saúde.&nbsp;Professor da FMUP e investigador clínico na área da Cirurgia Metabólica e Obesidade</p>



<p>A Inês sempre sonhou em retomar o controlo da sua qualidade de vida e do seu peso. Após anos de luta contra a obesidade, decidiu que a cirurgia metabólica seria a chave para uma mudança de vida.</p>



<p>O Rafael tem diabetes e apneia do sono. Há vários anos que pensa na possibilidade de controlar as suas doenças e recuperar a qualidade de vida perdida. Depois de ter recorrido a várias especialidades médicas, percebeu que a cirurgia metabólica poderia ser a solução para melhorar a sua saúde.</p>



<p>Apesar de estarem decididos e motivados para este procedimento, ambos se começaram a questionar sobre qual seria a melhor altura do ano para realizar uma cirurgia metabólica.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://cirurgiametabolica.plino.pt/wp-content/uploads/2024/01/pexels-shvets-production-6975481-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-275"/></figure>



<p>A escolha da época para a cirurgia metabólica é um dilema comum entre as pessoas que consideram esta opção. Muitos se perguntam sobre quando será a melhor estação do ano para ser submetido a uma intervenção médica. Alguns têm receio de ser operados em épocas de frio ou calor extremos, devido ao risco de desconforto no pós-operatório. Acresce ainda que o calor extremo aumenta a probabilidade de infeções das feridas cirúrgicas e o frio aumenta o sedentarismo (logo, o risco de tromboses venosas). No entanto, a realização das cirurgias por via laparoscópica, com baixa agressão cirúrgica e recuperações mais rápidas, atenua estas situações.</p>



<p>Um dos principais fatores a considerar é a condição de saúde dos pacientes. Muito mais importante do que a estação do ano, é a condição física de quem vai ser submetido a cirurgia. É essencial não ter infeções ativas, evitar fumar e beber nos dias antes do procedimento e estar em condições de retomar uma vida ativa o mais precocemente possível.</p>



<p>Outra consideração prática importante é o tempo de recuperação pós-cirúrgica. A recuperação bem-sucedida exige um ambiente de pós-operatório calmo, tranquilo e com disponibilidade para o autocuidado. Optar por momentos em que podem tirar uma licença do trabalho ou ter menos compromissos pessoais, pode ser uma decisão racional.</p>



<p>Em última análise, o timing ideal para a cirurgia metabólica é uma decisão complexa, multifacetada e individual. Para alguns, a primavera pode representar um renascimento físico e emocional, enquanto outros podem preferir o aconchego do outono para iniciar essa nova fase das suas vidas. Alguns preferem o inverno, para chegarem ao verão completamente transformados; enquanto outros preferem o verão, para poderem ter uma vida mais ativa logo após a intervenção cirúrgica.</p>



<p>Cada indivíduo é único e o crucial é garantir que no pós-operatório terá toda a assistência médica e emocional para o ajudar a atravessar esse período sem sobressaltos. A escolha deve ser personalizada, levando em consideração as necessidades e circunstâncias individuais. A comunicação aberta com a equipa de médicos é fundamental para tomar uma decisão informada, consciente e alinhar expetativas.</p>



<p>A Inês e o Rafael decidiram ser operados… o mais rápido possível. Não vale a pena procurar um momento ideal. A melhoria da qualidade de vida trazida pela cirurgia metabólica faz com que cada dia de espera seja um dia em demasia!</p>



<p>Ver notícia em: <a href="https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-qual-a-melhor-epoca-para-fazer-uma-cirurgia-metabolica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-qual-a-melhor-epoca-para-fazer-uma-cirurgia-metabolica/</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/qual-a-melhor-epoca-para-fazer-uma-cirurgia-metabolica/">Qual a melhor época para fazer uma cirurgia metabólica?</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cirurgia metabólica: será segura?</title>
		<link>https://cirurgiametabolica.pt/cirurgia-metabolica-sera-segura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin-cm1]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Dec 2023 11:06:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cirurgiametabolica.pt/?p=113</guid>

					<description><![CDATA[<p>Hoje em dia, as cirurgias são realizadas através de pequenas incisões na pele, por onde são introduzidos os instrumentos de trabalho e uma pequena câmara de vídeo, que permitem completar todo o procedimento com uma excelente visualização de todos os órgãos e a realização de procedimentos muito complexos. Esta tecnologia (laparoscopia) assegura a diminuição da agressão ao organismo, a diminuição dos riscos associados à cirurgia e um rápido regresso à vida ativa.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/cirurgia-metabolica-sera-segura/">Cirurgia metabólica: será segura?</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Um dos receios mais frequentes dos doentes com obesidade é acerca da segurança e complicações da cirurgia metabólica. Apesar da cirurgia ser um tratamento radical, as técnicas de mini-invasão e os protocolos de recuperação rápida permitem uma cirurgia com elevado perfil de segurança e rápida recuperação funcional.</strong></p>



<p>Fonte: HealthNews</p>



<p>Hoje em dia, as cirurgias são realizadas através de pequenas incisões na pele, por onde são introduzidos os instrumentos de trabalho e uma pequena câmara de vídeo, que permitem completar todo o procedimento com uma excelente visualização de todos os órgãos e a realização de procedimentos muito complexos. Esta tecnologia (laparoscopia) assegura a diminuição da agressão ao organismo, a diminuição dos riscos associados à cirurgia e um rápido regresso à vida ativa.</p>



<p>As principais complicações decorrentes do ato cirúrgico são raras (&lt;2%) e incluem: hemorragias, tromboses ou infeções intra-abdominais. A maioria pode ser minimizada utilizando uma técnica cirúrgica cuidada e efetuando as necessárias profilaxias (prevenções) de infeção e trombose.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://cirurgiametabolica.plino.pt/wp-content/uploads/2024/01/pexels-mart-production-8433480-1024x913.jpg" alt="" class="wp-image-270" style="width:867px;height:auto"/></figure>



<p><strong>&nbsp;</strong>A diferenciação dos cirurgiões e de toda a equipa envolvida nestas cirurgias, a organização em centros de tratamento dedicados, e a evolução tecnológica fazem com que, atualmente, a cirurgia seja extraordinariamente segura. Comparando com outros riscos do dia a dia, pode-se dizer que a probabilidade de morrer após a cirurgia bariátrica é mais baixa do que num acidente de viação e apenas ligeiramente superior ao risco por queda em escadas.</p>



<p>Por outro lado, a obesidade está associada a doenças em praticamente todos os órgãos e sistemas do corpo humano: diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia, doença cardíaca, doença vascular cerebral, diversos tipos de cancro, etc. Está associada a cerca de 20% de todas as mortes e a mais de 10% de todos os gastos em saúde. O excesso de peso é o principal fator associado à perda de anos de vida saudável em Portugal. Um doente obeso tem um risco de morte cerca de duas vezes superior e pode ter uma esperança de vida reduzida em 10 anos.</p>



<p>A Medicina continua a procurar soluções para a epidemia global da obesidade e todas as semanas surgem novos tratamentos “revolucionários”. Infelizmente, a maioria não é capaz de produzir perdas de peso substanciais e duradouras. A opção por métodos pouco eficazes ou a ausência de terapêutica também acarretam riscos associados à progressão da doença.</p>



<p>A cirurgia metabólica é a solução mais eficaz para a obesidade grave ou resistente. Os seus benefícios são impressionantes e é o único tratamento que demonstra uma redução da probabilidade de morte por outras causas (de até 90%). Existe uma elevada taxa de controlo ou reversão da maioria das doenças associadas à obesidade, a incidência de diversos tipos de cancro é reduzida para menos de metade e a progressão para diabetes reduz cerca de 90%. A mortalidade específica também diminui significativamente para doenças como o cancro, diabetes e doença cardíaca.</p>



<p>Podemos então concluir que, embora haja um pequeno risco associado a um tratamento cirúrgico, os benefícios conseguidos pela cirurgia são infinitamente maiores, evitando a progressão da própria doença.</p>



<p>Ver notícia em: <a href="https://healthnews.pt/2023/12/12/cirurgia-metabolica-sera-segura/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://healthnews.pt/2023/12/12/cirurgia-metabolica-sera-segura/</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/cirurgia-metabolica-sera-segura/">Cirurgia metabólica: será segura?</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A indústria alimentar no desenvolvimento da obesidade</title>
		<link>https://cirurgiametabolica.pt/a-industria-alimentar-no-desenvolvimento-da-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin-cm1]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2023 11:09:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cirurgiametabolica.pt/?p=120</guid>

					<description><![CDATA[<p>O apetite humano por proteínas, a palatabilidade, a conveniência e disponibilidade das comidas ultraprocessadas e o poderoso marketing utilizado pela indústria alimentar são alguns dos aspetos mais determinantes no que diz respeito ao risco de obesidade que assistimos no mundo ocidental.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/a-industria-alimentar-no-desenvolvimento-da-obesidade/">A indústria alimentar no desenvolvimento da obesidade</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Gil Faria, cirurgião especialista em Cirurgia da Obesidade e Metabolismo; coordenador dos Centros de Tratamento da Obesidade do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos e do Grupo Trofa Saúde; professor da FMUP; investigador clínico na área da Cirurgia Metabólica e Obesidade</strong></p>



<p>Fonte: Revista iAlimentar</p>



<p>O apetite humano por proteínas, a palatabilidade, a conveniência e disponibilidade das comidas ultraprocessadas e o poderoso marketing utilizado pela indústria alimentar são alguns dos aspetos mais determinantes no que diz respeito ao risco de obesidade que assistimos no mundo ocidental.</p>



<p>Durante o século XX, os padrões de alimentação nos países desenvolvidos alteraram-se de forma substancial, como resultado do crescimento económico exponencial, da globalização e de grandes alterações no estilo de vida das populações. Importantes avanços tecnológicos na indústria alimentar, uma cadeia de distribuição global e um poderosíssimo marketing para promover produtos alimentares levaram ao aumento do consumo de comida pronta a comer e ultraprocessada.</p>



<p>A dieta tradicional, baseada em alimentos minimamente processados e cozinhados em casa, tem sido cada vez mais substituída por alternativas processadas industrialmente e produtos prontos a comer. Nos EUA, o consumo de comida ultraprocessada é responsável por mais de 60% de todas as calorias ingeridas e em países como a Alemanha ou a Holanda, esse valor aproxima-se dos 80%.</p>



<p>Simultaneamente, tem havido um aumento global da obesidade, o que leva diversos estudiosos a propor a existência de uma relação direta entre a alimentação ultraprocessada e o desenvolvimento desta doença. Esta associação tem sido encontrada em alguns países, embora ainda esteja por comprovar o seu nexo de causalidade. A hipótese mais comum é a de que o aumento do consumo de comida ultraprocessada compromete a qualidade nutricional da dieta e aumenta o risco de obesidade. Alguns estudos concluíram que quanto maior a compra e/ou o consumo de alimentos ultraprocessados, maior o risco de desenvolvimento da obesidade.</p>



<p>A dieta ultraprocessada, habitualmente, inclui ingredientes utilizados no processamento da comida, tais como óleos hidrogenados, xarope de milho, emulsificantes e edulcorantes. São, normalmente, mais económicas e práticas, mas têm quase sempre uma maior quantidade de gordura, hidratos de carbono, sal e calorias. As comidas ultraprocessadas extraem alguns componentes dos alimentos &#8216;integrais&#8217; e alteram-nos com processos químicos ou aditivos, de forma a obter o produto final. Caracteristicamente são produzidas para serem baratas, saborosas e convenientes. Alguns exemplos destes alimentos são refrigerantes, doces, snacks ou pastelaria embalada, produtos prontos a aquecer ou derivados de carne processada.</p>



<p>Um estudo americano, promovido pelo NIH (National Institute of Health), comparou dois grupos de pessoas saudáveis uns a comer dieta ultraprocessada e outros minimamente processada. As refeições oferecidas aos participantes tinham a mesma quantidade de calorias, açúcar, fibra, gordura e hidratos de carbono, mas os participantes podiam escolher qual a quantidade que lhes apetecia comer. O grupo de pessoas da dieta ultraprocessada ingeriu, em média, mais 500kcal/dia, essencialmente à custa de maior quantidade de hidratos de carbono e gordura. Sob esta dieta, os participantes também comiam mais depressa e aumentaram rapidamente de peso. A dieta minimamente processada, apesar de mais saudável, obrigava a maior perda de tempo, quer na preparação, quer na alimentação em si. Assim, e num mundo cada vez mais frenético como o que vivemos atualmente, o tempo para preparar e comer uma refeição torna-se, cada vez mais, valioso.</p>



<p>Os mecanismos de saciedade estão mais relacionados com o volume ingerido do que com a densidade energética dos alimentos. Assim, ao serem energeticamente mais densos (com mais calorias/g), os alimentos ultraprocessados levam, de forma inconsciente, a um maior consumo energético. Por outro lado, a presença de hidratos de carbono refinados vai estimular a produção de insulina, que promove a deposição do excesso de energia sob a forma de tecido adiposo. De igual modo, o elevado conteúdo de açúcares e gorduras, ao mesmo tempo que torna os alimentos mais saborosos, também altera os mecanismos de recompensa cerebral, levando a comportamentos do tipo &#8216;aditivo&#8217;&nbsp;e a hiperfagia (aumento do consumo alimentar). As poderosas campanhas de marketing deste tipo de alimentos e o aumento gradual das porções contidas em cada embalagem também estimulam, de forma autónoma, o hiperconsumo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://cirurgiametabolica.plino.pt/wp-content/uploads/2024/01/pexels-yaroslav-shuraev-8851929-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-279"/></figure>



<p>Outra teoria com grande aceitação no meio académico sugere que o organismo humano tem uma necessidade preferencial de proteínas. Dado que os alimentos ultraprocessados têm densidades proteicas mais baixas, isto vai promover o aumento do consumo de calorias até satisfazer a necessidade do organismo. A espécie humana, como muitas outras, tem um apetite preferencial para proteínas e ao diluirmos a densidade proteica dos alimentos acabamos por consumir mais energia para conseguir obter a proteína necessária.</p>



<p>As proteínas são os blocos de construção de todas as células humanas e, como tal, são absolutamente fundamentais para a sobrevivência do organismo. Alguns estudos também concluíram que a alimentação rica em proteínas, desde a primeira refeição que ingerimos, está associada a uma diminuição do consumo calórico total durante todo o dia.</p>



<p>A conveniência dos produtos ultraprocessados e a sua facilidade em serem comprados e consumidos também estimula a alteração dos padrões clássicos de alimentação, aumentando o consumo de snacks e a alimentação não exclusiva (ex.: comer a ver televisão). Este padrão alimentar não consequente está associado a comer mais rapidamente e de forma desatenta, de tal forma que não conseguem ser adequadamente produzidos e interpretados os sinais biológicos de controlo do apetite e da saciedade.</p>



<p>A obesidade é, indiscutivelmente, uma doença multifatorial e diversos elementos contribuem para o seu desenvolvimento. Os padrões alimentares, os níveis de atividade física, uma série de traços genéticos, a presença de poluentes orgânicos, a higiene do sono, o microbioma e muitos outros fatores conduzem ao desenvolvimento desta doença. No entanto, o apetite humano por proteínas, a palatabilidade, a conveniência e disponibilidade das comidas ultraprocessadas e o poderoso marketing utilizado pela indústria alimentar são alguns dos aspetos mais determinantes no que ao aumento das calorias ingeridas diz respeito e, consequentemente, do risco de obesidade que assistimos no mundo ocidental.</p>



<p>Por tudo isto, a indústria alimentar tem de estar consciente destas associações entre os alimentos ultraprocessados e a obesidade. Além de um problema importante de saúde pública, são cada vez mais estudados os mecanismos que levam ao desenvolvimento da obesidade e a sociedade está, nos dias de hoje, mais alerta do que nunca para os comportamentos e consumos de risco. Assim, é importante aumentar a oferta de produtos orgânicos, integrais e mais saudáveis, de forma a contribuir para uma população mais sadia e com maior longevidade.</p>



<p>Ver notícia em: <a href="https://www.ialimentar.pt/Artigos/494553-Que-papel-tem-a-industria-alimentar-no-desenvolvimento-da-obesidade.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.ialimentar.pt/Artigos/494553-Que-papel-tem-a-industria-alimentar-no-desenvolvimento-da-obesidade.html</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/a-industria-alimentar-no-desenvolvimento-da-obesidade/">A indústria alimentar no desenvolvimento da obesidade</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Prof. Gil Faria no programa Praça da Alegria com Telma Silva</title>
		<link>https://cirurgiametabolica.pt/prof-gil-faria-no-programa-praca-da-alegria-com-telma-silva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin-cm1]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Oct 2023 17:51:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cirurgiametabolica.pt/?p=1394</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Telma Silva tem 37 anos. Chegou a pesar 110Kg e está hoje com 67Kg.<br />
Em maio de 2021, foi operada pelo Prof. Doutor Gil Faria e fez sleeve gástrico. Ganhou uma nova vida.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/prof-gil-faria-no-programa-praca-da-alegria-com-telma-silva/">Prof. Gil Faria no programa Praça da Alegria com Telma Silva</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Telma Silva tem 37 anos. Chegou a pesar 110Kg e está hoje com 67Kg.<br>Em maio de 2021, foi operada pelo Prof. Doutor Gil Faria e fez sleeve gástrico. Ganhou uma nova vida.</p>



<figure class="wp-block-video"><video height="1080" style="aspect-ratio: 1920 / 1080;" width="1920" controls poster="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2023/10/CRC_GilFaria_PracadaAlegria_12_10_2023-1.jpg" src="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/CRC_GilFaria_PracadaAlegria_12_10_2023.mp4"></video></figure>
<p>O conteúdo <a href="https://cirurgiametabolica.pt/prof-gil-faria-no-programa-praca-da-alegria-com-telma-silva/">Prof. Gil Faria no programa Praça da Alegria com Telma Silva</a> aparece primeiro em <a href="https://cirurgiametabolica.pt">Cirurgia Bariátrica e Metabólica | Gil Faria e Pedro Soares Moreira</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		<enclosure url="https://cirurgiametabolica.pt/wp-content/uploads/2024/05/CRC_GilFaria_PracadaAlegria_12_10_2023.mp4" length="193025362" type="video/mp4" />

			</item>
	</channel>
</rss>
